25 - Tema: "Deus é o Deus dos vivos: uma perspectiva sobre a ressurreição" Mc 12.18-27

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Saduceus tenta questiona sobre ressurreição

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25 - Tema: "Deus é o Deus dos vivos: uma perspectiva sobre a ressurreição"
Mc 12.18-27
Contexto
Histórico:
Os saduceus, grupo religioso da elite judaica, não acreditavam na ressurreição nem em seres angelicais (At 23.8). Eles valorizavam apenas o Pentateuco como autoridade, negando verdades que Jesus claramente ensinava. Seu objetivo era descreditar a doutrina da ressurreição e expor Jesus ao ridículo com uma pergunta absurda baseada na Lei do Levirato (Dt 25.5-6).
Imediato:
Esse confronto ocorre após uma série de questionamentos que líderes religiosos fazem a Jesus, tentando armadilhas teológicas e políticas (Mc 11.27–12.37). Nesse caso, o foco é a doutrina da ressurreição, um tema vital para a teologia bíblica e o plano de redenção.
Estrutura
1. A Pergunta Enganosa dos Saduceus (v. 18-23)
O perigo de os hereges assumirem a liderança religiosa da nação (12.18). Esse é o único lugar no evangelho de Marcos em que os saduceus são mencionados. Os saduceus formavam a classe aristocrática da religião judaica. Muitos deles eram sacerdotes e ricos. Essa aristocracia sacerdotal colaborou com as autoridades romanas e, no processo, ficou rica e orgulhosa da posição secular que conquistou.
Contrariamente aos fariseus, que aceitavam tanto a Lei escrita quanto a Lei oral, eles só aceitavam o Pentateuco e negavam as tradições orais. Eles sentiam-se ameaçados pelas ações de Jesus no Templo, pois o poder deles e a manutenção de sua riqueza dependiam do Templo. Aqueles que ocupavam as funções mais importantes da religião judaica eram hereges doutrinariamente:
negavam a vida depois da morte, a doutrina da ressurreição, a existência da alma, a existência dos anjos e demônios, e o julgamento final (At 23.8).
Uma pergunta maliciosa (12.19–23). Eles fazem uma pergunta, usando um caso hipotético e absolutamente improvável, referindo-se à prática do levirato. Sete irmãos casaram-se com a mesma mulher.
Na ressurreição, perguntam, quem vai ser o marido dessa mulher, visto que os sete a desposaram? A pergunta hipotética deles não era sincera. Eles nem acreditavam na doutrina da ressurreição. Eles estavam propondo um enigma para Jesus para colocá-lo num beco sem saída.
John Charles Ryle diz que nós devemos estar apercebidos acerca de três coisas em relação aos incrédulos:
Primeiro, eles sempre vão procurar nos pressionar com dificuldades e coisas espirituais difíceis de explicar;
segundo, eles vão lançar mão de argumentos desonestos. Esses contendores negam a Bíblia sem conhecê-la.
Terceiro, eles têm uma consciência e muitas vezes enquanto falam sabem que estão errados.
Explicação: Eles apresentam um caso fictício para tentar ridicularizar a doutrina da ressurreição, mostrando total desconhecimento do poder de Deus.
texto de apoio: Deuteronômio 25.5–6— Se dois irmãos morarem juntos, e um deles morrer sem filhos, a mulher do que morreu não se casará com um estranho, alguém de fora da família; seu cunhado a tomará, a receberá por mulher e exercerá para com ela a obrigação de cunhado. O primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o nome deste não se apague em Israel.”
Aplicação: Muitas pessoas ainda questionam as verdades espirituais por meio de raciocínios puramente humanos e limitados.
Exemplo: Assim como os saduceus, muitos hoje negam verdades fundamentais, como a ressurreição, buscando respostas em filosofias humanistas.
2. A Correção de Jesus (v. 24-25)
A heresia é consequência do desconhecimento das Escrituras, bem como do poder de Deus. Os saduceus pensaram que eram espertos, mas Jesus revelou a ignorância deles em duas coisas: o poder de Deus e a verdade da Escritura. William Hendriksen diz que se eles conhecessem as Escrituras, saberiam que não existe nada em Deuteronômio 25.5,6 que se aplique à vida futura, e também saberiam que o Antigo Testamento, em várias passagens, ensina a ressurreição do corpo. E, se conhecessem o poder de Deus (Rm 4.17; Hb 11.19), teriam entendido que Deus é capaz de ressuscitar os mortos de tal modo que o casamento não seja mais necessário.
Eles laboravam em erro porque não conheciam as Escrituras nem o poder de Deus. A verdade desse princípio pode ser constatada ao longo da História. A reforma nos dias do rei Josias foi intimamente relacionada com o livro da Lei. As falsas doutrinas dos judeus nos dias de Jesus foram resultado da negligência da Escritura.
A ressurreição não é a restauração da vida como nós a conhecemos, mas a entrada em uma nova vida que é diferente. Na ressurreição há uma continuidade e uma descontinuidade. É a mesma pessoa quem ressuscita, mas com um novo corpo, glorioso, poderoso e celestial. Os saduceus, porém, estavam apegados às tradições humanas e não à Palavra de Deus. Eles desconheciam o ensino bíblico sobre ressurreição, vida futura e também sobre o casamento. Eles eram analfabetos da Bíblia e queriam embaraçar o Mestre dos mestres com perguntas capciosas.
Explicação: Jesus responde apontando dois erros fundamentais: a ignorância das Escrituras e do poder de Deus. Ele explica que, na ressurreição, as relações humanas, como o casamento, não serão como na Terra.
texto de apoio: Is 55.8-9 ("os pensamentos de Deus são mais altos").
Aplicação: Reconhecer que as realidades eternas ultrapassam a compreensão humana, confiando nas Escrituras e no poder transformador de Deus.
Exemplo: João Calvino afirmou que "a fé verdadeira nos leva a confiar no invisível, confiando na autoridade da Palavra de Deus".
3. A Revelação do Deus Vivo (v. 26-27)
A morte, porém, não coloca um fim ao nosso relacionamento com Deus. Jesus corrige a teologia distorcida dos saduceus que entendiam ser a morte um sinônimo de extinção. Abraão, Isaque e Jacó já estavam mortos, quando Deus se revelou a Moisés na sarça ardente, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, Isaque e Jacó (Mt 22.32). Para Deus, eles estão vivos.
A morte não interrompeu a relação de Deus com eles, como interrompeu o relacionamento deles com seus respectivos cônjuges. Esse registro de Moisés revela que Moisés acreditava piamente na vida depois da morte. Os mesmos saduceus que professavam crer em Moisés erravam por não conhecer o ensino de Moisés.
Explicação: Jesus usa o Pentateuco, livro aceito pelos saduceus, para mostrar que Deus é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó – um Deus de vivos e não de mortos. Isso confirma a ressurreição.
texto de apoio: Êx 3.6 ("Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó").
Aplicação: O mesmo Deus que garantiu a vida eterna aos patriarcas nos garante a vida pela ressurreição de Cristo.
Exemplo: Agostinho enfatiza: "Se Deus é a fonte da vida, é impossível que a morte triunfe onde Ele governa".
Grande ideia
"Deus é o Deus dos vivos, e a ressurreição é a manifestação suprema do Seu poder e fidelidade."
Teologia Bíblica
1. A Doutrina da Ressurreição
Jó 19.25-26: "Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. Depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus."
Daniel 12.2: "E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno."
Isaías 26.19: "Os teus mortos viverão; os seus cadáveres ressuscitarão. Despertai e exultai, os que habitais no pó."
João 5.28-29: "Vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão."
2. O Poder de Deus
Gênesis 18.14: "Acaso para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?"
Jeremias 32.17: "Ah! Senhor Deus! Eis que fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; nada é demasiadamente difícil para ti."
Lucas 1.37: "Porque para Deus nada é impossível."
3. O Deus dos Vivos
Êxodo 3.6: "Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó."
Lucas 20.38: "Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para ele todos vivem."
Romanos 6.10-11: "Porque, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus."
4. A Ignorância das Escrituras
Oséias 4.6: "O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento."
Mateus 4.4: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus."
5. A Vida Após a Morte e a Eternidade
Eclesiastes 12.7: "E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu."
João 11.25-26: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá."
Apocalipse 21.4: "Ele enxugará de seus olhos toda lágrima. E a morte já não existirá."
Aplicação Final:
1. Confie no poder de Deus, especialmente em relação à eternidade.
2. Busque conhecer profundamente as Escrituras, evitando erros doutrinários.
3. Viva com a certeza da ressurreição, impactando sua maneira de lidar com o presente.
Exortação:
A ressurreição não é apenas uma doutrina, mas a garantia de que Deus, que venceu a morte em Cristo, está presente em nossas vidas hoje e nos levará à eternidade.
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